8.1.07

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A uma linda borboleta pequenina...

Era uma borboleta pequenina e sorridente que voava alegre pelas flores, tocando nesta, tocando naquela... vivendo no seu mundo recheado de cores.

As outras borboletas, curiosas, tentavam chamar a pequenina borboleta e perguntar-lhe o que ela fazia. Como podia rir tanto e divertir-se com as flores, seres estáticos e silenciosos? Mas a pequena borboleta não lhes ligava. Gostava do seu mundo e das suas flores. Do seu cheiro, da sua beleza... Ria de alegria com o seu balançar ritmado ao som do vento, ao mesmo tempo que ela própria também deslizava ouvindo a sua canção.

Às vezes a borboleta pequenina resolvia vir ter com as outras. Falava-lhes do seu mundo e das suas cores e chamava-as divertida, sorrindo-lhes, mas as borboletas não conseguiam ouvir sua música, nem cheirar os seus sabores. E a borboletinha ia embora triste.

A mãe da borboletinha ia então buscá-la e mostrava-lhe o céu, a terra, os outros animais. Brincava com ela outras músicas e voavam de mão dada. E a borboletinha sorria e olhava extasiada para o mundo repleto dos sons e vozes e cores que todos viam e ouviam. Mas as cores das suas flores e a música do vento eram tão bonitos, que a pequena borboleta ria e fugia de novo para o seu mundo, cantanto e voando alegremente.

Era uma borboleta pequenina e sorridente… não era azul nem amarela… nem preta nem branca… era feita de todas as cores e por isso ninguém sabia de que cor era… era a cor das flores e do vento… talvez quando aprendermos a vê-las a todas, a cor da borboletinha seja então tão clara e perfeita como qualquer outra.

© I.P.
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