18.10.09

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"A" moca



Pois é... lá em casa desde que lembro de existir que sempre houve esta "moca". Não sei de onde veio nem o porquê de o meu pai gostar tanto dela mas a verdade é que lá estava ela, pendurada atrás da porta da entrada.

"É para nos proteger" - dizia-nos o meu pai quando perguntava. E sempre nos ensinou que, quando estivéssemos sozinhas em casa, a agarrássemos antes de abrir a porta a quem quer que fosse e ficassemos com ela escondida atrás da porta... não fosse o diabo tecê-las... (fora a protecção extra que as portas tinham, aquelas correntes de correr que deixavam a porta semi-aberta mas que não davam para a abrir e entrar). Fora isso, a "moca" ia connosco de férias pois durante muitos anos fizémos campismo.

E à conta disso a "moca" tem duas histórias deliciosas.

História 1
Estávamos em pleno verão, acampados no Algarve. Os meus pais e eu dormiamos dentro de uma caravana e a minha irmã lá fora numa tenda (não aguentava o ressonar do meu pai... lol... nem eu que me mexia demasiado a dormir). Dormia lá fora mas longe de dormir sozinha. Com ela tinha o nosso fiel e fantástico cão (uma mistura de salsicha com outra coisa qualquer e que resultou numa "raposinha" altamente rufia) e a... claro, a "moca".

Pois bem... noite de eclipse da lua... alguns resistentes no parque de campismo ainda sentados nas cadeiras de praia a ver a sombra da Terra a começar a tapar a lua... e nós todos a dormir. Mas a minha irmã quis ir ao WC... e com medo de ir sozinha...

Agora imaginem que são um casal, sentados a contemplar o espectáculo do eclipse, quando... lhes passa pela frente... uma rapariga com um cão-tipo-raposa pela trela numa mão... e uma "moca" na outra...

História 2
Já não sei que altura do ano era mas era pequena e tinha ficado sozinha com a minha avó e o nosso cão. Tocam à porta. Era o cobrador (que antigamente vinham a casa cobrar as contas). Digo "só um momento" e fui fechar o cão-tipo-raposa-armado-em-rufia que não gostava nada do cobrador na cozinha e pedir o dinheiro à minha avó. Fica o rufia a ladrar e lá vou eu à porta, agarro na "moca" com a mão esquerda, ficando escondida atrás da porta (tal como me ensinaram...lol), e abro-a, tirando a corrente. O senhor diz-me boa tarde com um sorriso e começa à procura da carta.

De repente ouço a porta da cozinha a abrir e a minha avó a chamar o cão. Já não foi rápida o suficiente para o apanhar e lá vem o rufia-raposinha feito uma seta em direcção à porta. Aqui a "je" só teve tempo de o agarrar pelo pescoço em alta velocidade antes que ele fechasse os dentes na perna do cobrador, pegá-lo ao colo e dizer... "desculpe volto já" e ir correr a metê-lo na cozinha de novo.

Quando volto... dou com o cobrador branco como a cal, tremendo que nem varas verdes... digo "ah peço desculpa pelo cão"... mas ele continuava a tremer e dou com ele a olhar para o chão... pois... como podem imaginar na ânsia de apanhar o cão, esqueci-me da "moca" e deixei-a caida no chão mesmo em frente à porta...

2 comentário/s:

  1. lololol

    (e faltam mais... por exempolo, a da tal irmã a chegar a casa e, vendo a porta de entrada aberta - o último a sair tinha-se esquecido de a fechar bem - a entrar pela casa dentro, a espreitar em todos os recantos, a ver se estava por lá algum deliquente... de moca na mão :-D )

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  2. Hehehe... se esta moca falasse... era cada história!
    Bjs

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Obrigado pelo comentário! =)

(Nota: Devido à grande quantidade de spam recebido, a confirmação de palavras foi activada)

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