21.8.12

Etiqueta: ,

Trilogia Millennium - Stieg Larsson



Acabei de ler a trilogia do Stieg Larsson. Tinha folheado na Fnac os livros e gostado de algumas passagens (gosto de enredos com suspense) e portanto resolvemos comprar (o ano passado) os três livros (em versão de bolso).

Parte da fama deste autor resulta da sua própria história de vida. Larsson (tal como a sua personagem) era um jornalista e activista político que criou a sua própria revista e através desta denunciou vários grupos radicais. Foi por isso alvo de várias ameaças de morte e, pouco depois de entregar os manuscritos destes três livros, morreu de ataque cardíaco (muitos especulam que provocado). Diz-se que a ideia do autor era escrever um conjunto de 10 livros.

O primeiro livro “Os Homens Que Odeiam As Mulheres” gostei bastante. É o género de policial com tramas familiares que gosto de ler. Ficamos a conhecer Mikael Blomkvist, jornalista e um dos fundadores da revista Millennium que acaba de ser condenado a três meses de prisão por difamação. Até ir para a prisão aceita trabalhar para o milionário Henrik Vanger que procura há mais de 40 anos descobrir o que aconteceu à sua sobrinha Harriet. A certa altura, percebendo que não consegue sozinho deslindar o mistério pede que lhe arranjem uma assistente. O advogado de Vanger põe-no em contacto com Lisbeth Salander, uma jovem sisuda e excêntrica, cheia de piercings e tatuagens, que é freelancer para uma empresa de segurança privada (e que a pedido do advogado de Vanger tinha investigado a vida toda de Mikael) e também uma excelente haker. Os dois começam então a deslindar o caso, colocando a própria vida em perigo. Adorei o livro apesar de ter um final, a meu ver, previsível.

No segundo livro, “A Rapariga Que Sonhava Com Uma Lata De Gasolina E Um Fósforo”, Mikael conhece um jovem jornalista que está a escrever em conjunto com a noiva um livro que irá expor um caso de tráfico de mulheres que envolve nomes de figuras conhecidas. Quando o casal aparece morto todas as investigações preliminares do caso apontam para uma culpada: Lisbeth. Mais tarde também o tutor legal de Lisbeth aparece morto com a mesma arma. Mikael é o único que acredita na sua inocência e começa a investigar o caso. Para mim este foi o livro mais difícil de ler porque algumas partes são demasiado maçadoras. Ainda assim a curiosidade de saber o que ia acontecer com Lisbeth motivou-me a continuar.
O terceiro livro, “A Rainha No Palácio Das Correntes de Ar”, li logo de seguida. O segundo acaba com Lisbeth no hospital em estado crítico e o homem responsável por isto no quarto ao lado também ferido (desculpem o “spoiler”). Ela continua a ser acusada das mortes do livro anterior e Mikael não desiste de provar a sua inocência. Também gostei deste livro mas o primeiro da trilogia cativou-me mais.
No global são livros interessantes (para que gosta do género) mas não me deixaram completamente rendida. Penso que o primeiro livro está muito mais bem estruturado do que os outros dois e vale bem por si só porque o mistério fica resolvido mesmo que a vida de Lisbeth não. Já os outros dois não podem ser separados, porque um é a continuação do outro, e não têm a intensidade do primeiro.

Uma nota quanto aos filmes. O filme com Daniel Craig e Rooney Mara não teve grande sucesso nas bilheteiras quando saiu (eu própria não tive curiosidade de o ir ver) e só o aluguei agora pelo videoclube. Não posso dizer que não tenha gostado. As interpretações foram boas e a história bem retratada (com as suas diferenças em relação ao livro mas isso também o filme sueco de 2009 tem). Aproveitei estar disponível no videoclube e também vi a versão sueca. Comparando os dois filmes (porque é difícil não o fazer) achei que na versão americana a luz e a forma com que algumas cenas foram filmadas tornou-as mais intensas e gostei da interpretação de Stellan Skarsgard (é pena não o terem usado no filme sueco… risos). Mas de resto a versão sueca (para mim) ganha. Daniel Craig pode ter aqueles olhos azuis girissimos mas a sua personagem não tem a força e a credibilidade que Michael Niqvist (o actor sueco) conseguiu dar. O mesmo com Rooney Mara, que tinha o difícil papel de tentar superiorizar a interpretação de Noomi Rapace (e era difícil porque a actriz da versão sueca transmitia toda a complexidade da personagem na perfeição). Dito isto, é da minha opinião que a versão sueca servia perfeitamente e não era necessário estar a fazer a americana.


Avaliação
Livro 1 - 4/5
Livro 2 - 2/5
Livro 3 - 3/4


3 comentário/s:

  1. Eu já os li e adorei!!!
    Dizem que existe uma dupla que são os discipulos de Larsson. Escreveram O hipnotista e O executor. Eu já li o primeiro e gostei muito!
    Vai à biblioteca da tua zona, pode ser que eles tenham.

    Beijocas

    ResponderEliminar
  2. Olá. Obrigado por me teres adicionado no Goodreads. Fez-me descobrir o teu cantinho que estou a adorar! Eu também li o primeiro livro na altura em que saiu a versão cinematográfica americana e gostei tanto que comprei o 2 e o 3.Li o segundo e não gostei tanto, é como tu dizes, chato em algumas partes. Desde então, que o terceiro está na minha estante à espera para ser lido. Vamos lá ver se é este ano:)

    ResponderEliminar
  3. Obrigado Catarina :-)
    O terceiro é melhor do que o segundo mas sem dúvida o primeiro é o meu preferido. Mas gostei de ler no entanto :-)

    ResponderEliminar

Obrigado pelo comentário! =)

(Nota: Devido à grande quantidade de spam recebido, a confirmação de palavras foi activada)

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.