3.3.13

Etiqueta:

A "velhota"


Durante muitos anos vivi sem máquina da louça. Em casa da minha mãe nunca houve uma (e continua a não haver – há quem adore lavar louça) e só passados alguns anos de casada é que nos resolvemos a comprar uma.

Vimos especificações, ponderámos preço-qualidade, procurámos em várias lojas locais e em superfícies comerciais e finalmente optámos por uma. Classe A, com uma boa qualidade e um preço médio. A louça antes de entrar era sempre passada por água para retirar resíduos, o detergente/abrilhantador/sal era da marca XPTO… enfim, tudo direitinho.

Durou 2 anos e 2 meses. Finda a garantia, nem dois meses depois começou a dar problemas. Ora lavava mas não secava, ora não passava da primeira lavagem, ora não lavava sequer. Fomos à loja e mandaram um técnico avaliar. Disse que era uma peça que estava estragada e mandou-se arranjar. Ficámos 15 dias sem máquina mas voltou a trabalhar. Infelizmente só trabalhou 2 dias até voltar ao mesmo. Voltámos à loja e desta vez foram buscar a máquina. Ficámos 2 meses sem a máquina e lá acabaram por nos dar o veredicto: o programador tinha avariado. Um novo custava tanto como uma máquina nova. Caiu-me tudo.

Na loja (pessoas simpáticas, aqui da “terra” que ficaram tão frustradas como nós… afinal comprámos a maioria dos nossos electrodomésticos lá e nunca deram problemas) propuseram-nos uma máquina nova, com a possibilidade de pagarmos a prestações sem juros, para compensar. Pensei muito sobre o assunto e resolvi não comprar máquina nenhuma. Voltámos por isso à “estaca zero”: lavar à mão na nossa “mini” cozinha e acanhado lava-louça.

Isto aconteceu há quase 3 anos.

Aqui há uns tempos resolvemos que íamos comprar outra. Mas por entre a vontade de comprar a máquina mais rasca (aka barata) que estivesse à venda só para não gastar muito dinheiro (porque caso “pifasse” outra vez sempre era menos dinheiro que se perdia) e a vontade de comprar novamente uma de boa qualidade (com a perspectiva que dure bastante), acabámos por não comprar nenhuma.

Confesso que fiquei afectada por ficar sem uma máquina de 400 e tal euros com 2 anos e que ao olhar para as máquinas nas lojas não deixava de pensar sobre isso, apesar de ter o dinheiro.

Até que uma "velhota” entrou na nossa vida. Estava em casa de amigos nossos e iam-se desfazer dela. E disseram-nos que caso quiséssemos, nos davam a máquina. Era antiga mas lavava bem. Ponderámos… e aceitámos.

Por isso, neste momento e desde o mês passado habita a minha cozinha uma “velhota”. Por fora está bastante estragada. Tem ferrugem, a tampa de cima partiu-se no transporte entre a casa deles e a nossa (e está solta de um dos lados) e a ficha teve de ser mudada. Mas por dentro está impecável. Parece nova.

A louça continua a ser passada por água mas o detergente é de marca branca (e lava bem na mesma). Leva mais louça que a que se estragou e o programa é mais rápido e tão (ou mais) eficiente. Não sei de que classe energética é mas sinceramente não me preocupa neste momento.

O que sei é que graças a ela fiz as pazes com as máquinas da louça. E mesmo que esta não dure muito tempo, já teve o seu propósito: permitir-me sem reservas um dia destes comprar uma máquina da louça (mas só quando a “velhota” não der mais conta do recado). Se quando o tempo melhorar ela continuar a trabalhar em força, vamos dar-lhe uma nova “cara” no exterior para a pôr bonita. :-)


© I.P. - Não se autoriza a cópia, distribuição ou transmissão desta imagem

0 comentário/s:

Enviar um comentário

Obrigado pelo comentário! =)

(Nota: Devido à grande quantidade de spam recebido, a confirmação de palavras foi activada)

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.