8.4.13

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As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James




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Acabei de ler “As Cinquenta Sombras de Grey”.

Foi (é), pelos vistos, um dos maiores sucessos dos últimos tempos, bateu recordes de vendas e chegou ao top dos mais vendidos (segundo o top de livros mais vendidos do Expresso, esteve entre Janeiro e Março no nº1).

«De um dia para o outro, As Cinquenta Sombras de Grey tornou-se sensação entre o círculo das mães jovens e atraentes e chegou ao top dos bestsellers do New York Times. Este romance erótico pôs as gravatas cinzentas no primeiro lugar da lista de compras de muitas esposas…» - The Daily Mail

Ora, naturalmente que sabia do que tratava o livro. Aliás, por entre quem deteste (e o ache ainda pior que a saga Twilight) e quem adore (e recomende vivamente), pelos vistos não há quem não saiba que é a partir da página X do primeiro livro que começa “a acção”. Sim, o livro tem conteúdo erótico (caso alguma alma por aqui não saiba de que livros estou a falar).

Num sábado destes encontrei-o em promoção na FNAC e comecei a lê-lo enquanto esperava que a cara-metade escolhesse CD’s. Acabei por comprar.
O início do livro é interessante e a personagem de Anastasia (Ana) é caricata, trapalhona e inocente, em oposto à postura fria, distante e dominadora de Christian Grey. Conforme a história vai avançando, tudo se começa a centrar na natureza excêntrica de Grey (dominação, bondage e sadomasoquismo) e na (quase) irritante infantilidade de Ana. Parece demasiado tolinha... e bastaria ser apenas um pouco mais madura para soar tudo um pouco melhor.

A escrita é simples (simplista, diria até) ainda que com história suficiente para ir mantendo o interesse, embora algumas partes as tenha lido em “diagonal”. Basicamente o tema vende e a autora esgotou-o bem ao mais ínfimo detalhe. Não tivesse as partes explícitas e pormenorizadas que tem e seria um romance como tantos outros que por aí existem  de qualidade razoável/boa (e decididamente sem tanta polémica). Conseguimos sentir empatia pelas personagens e isso nem todos os livros conseguem.
Se vou comprar os outros dois? Provavelmente não. Não foi um livro que me tenha deixado assim tão interessada ao ponto de ir ler o resto da trilogia mas prendeu-me q.b..
Avaliação – 3/5

(E não, uma gravata cinzenta entrelaçada decididamente não está no primeiro lugar da minha lista de compras ;-))

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